Preciso saber inglês para ser programador?

Desde quando escrevemos nossos primeiros códigos de programação, percebemos que o inglês está presente nas linguagens de programação; em vários termos e até mesmo em documentações. Uma questão que sempre gera discussão na comunidade de programadores é “Preciso saber inglês antes de programação?”. Hoje vamos mostrar a importância da língua e como é possível sim programar sabendo muito pouco.

Vamos dividir o desafio com a língua como um caminho com quatro barreiras, quanto mais barreiras somos capazes de derrubar, mais longe conseguimos ir na carreira. Mas isso depende muito também de quais são seus objetivos pessoais.

Primeira barreira: Saber alguns palavras

Quando estamos começando, a primeira coisa que percebemos é que as linguagens de programação usam palavras em inglês. “If”, “For”, “while”, “function” são comuns quando estamos criando algoritmos e muitas faculdades ensinam a primeira disciplina usando linguagens de pseudo-código, traduzindo essas palavras para o português. Uma dessas linguagens é o Portugol.

Uma forma de evitar isso é saber o que cada uma dessas palavras significam, usando o dicionário ou o google tradutor. Sabendo o que cada palavra significa (que “if” é “se”, que “function” é “função”, etc) você consegue ler e entender códigos escritos como se fosse um texto na sua própria língua.

palavras e termos muito comuns quando estamos programando.

Segunda barreira: Leitura

O segundo desafio será que, para aprender uma nova tecnologia, muitos tutoriais, livros e até mesmo documentações inteiras podem estar somente em inglês. Então em certos momentos, você pode se deparar com uma situação onde ler um texto nessa língua pode ser necessário.

Exemplo de página de documentação do PHP

Terceira barreira: Escrita

Como as documentações de tecnologias estão em inglês, e essa acaba sendo a língua de maior alcance na área, pode ser que sua equipe de trabalho decida em manter documentos em inglês também. Não estou falando de extensos textos técnicos explicando funcionalidades de cada parte do código, mas é muito comum usarmos um sistema de controle de versão onde a cada alteração escrevemos um pouco sobre o porquê dessa alteração. E esse texto pode ser em inglês se assim definido.

Você também pode participar de fóruns de discussão, chats ou outros grupos onde a comunicação pode ser em inglês também.

Última barreira: Conversação

Por último, saber conversar (ouvir e falar) na língua te levará a outro nível na carreira, já que você será um funcionário que consegue participar de reuniões externas com clientes estrangeiros ou participar de processos seletivos para fora do país, caso seja seu objetivo.

Conclusões

Não é preciso ser fluente em inglês para começar a programar, mas a medida que você vai avançando na carreira, terá que evoluir seu domínio da língua. Apesar desse post citar essas sequências de barreiras,  aprender línguas nessa ordem não é a melhor forma de se estudar. Muitos acreditam que o correto deveria ser falar, para depois ler e escrever, assim como fazemos como nossa língua mãe.

E você, concorda com o texto? Em que lugar você se vê? Deixe um comentário e vamos discutir sobre esse assunto.