Entendendo os Fluxogramas

Em um de nossos textos explicamos um pouco sobre como é trabalhar como um programador. Lá discutimos que um programador trabalha basicamente criando códigos que definem os fluxos de um programa, e que cada fluxo existe para tentar resolver um problema.

Hoje vamos conversar sobre uma das formas de escrever esses fluxos, primeiramente sem código, usando Fluxogramas.

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O que é um Fluxograma?

Um Fluxograma é uma representação visual (ou um desenho), que segue algumas regras pra explicar as ideias de fluxo. Qualquer sequência (com início e fim) de passos pra resolver um problema pode ser representada por um fluxograma. Por exemplo, para escovar os dentes podemos imaginar alguns passos básicos:

  • Ir até o banheiro.
  • Acender a luz do banheiro.
  • Colocar creme dental na escova de dentes.
  • Escovar os dentes.

Vamos a seguir tentar desenhar esse fluxo a partir de um fluxograma.

 

Ações em um fluxograma

Imagem 1

Cada um dos passos que definimos na tarefa de escovar os dentes é uma ação, e num fluxograma desenhamos retangulos com cantos arredondados para defini-los (ver imagem 1).

Como não sabemos qual ação vem antes de outra na imagem 2, usamos setas que ligam uma ação na outra, e seu sentido nos dá a ideia de fluxo (imagem 3).

Também temos um símbolo para definir o início e o fim do fluxo, como você pode ver na imagem 4, onde temos um fluxograma completo 🙂

Imagem 2

Imagem 3

Imagem 4

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Condições

Imagine que você está indo escovar os dentes após o almoço, o banheiro tem uma boa iluminação e você não precisa acender a luz. Nós poderíamos remover essa ação do fluxograma mas o interessante seria que em um desenho conseguíssemos definir dois fluxos; Um para quando é dia e outro pra quando é noite.

Vamos inserir um novo símbolo que nos deixa expressar condições que quebram o fluxo em dois caminhos, geralmente o fluxo do “sim” e o fluxo do “não”, veja abaixo na imagem 5.

 

Agora sua tarefa de escovar os dentes pode seguir dois caminhos diferentes, uma acendendo a luz e a outra não.

Note que escrevemos “O banheiro está escuro?”. Imagine o que aconteceria se você escrevessemos “É de noite?” e fosse necessário escovar os dentes durante um dia muito escuro? Sim, iríamos escovar os dentes no escuro, nada bom certo?

Um programador precisa pensar de forma genérica, não importa se é de dia, se a luz do banheiro já estava acesa ou se simplesmente alguma coisa ja estava iluminando o banheiro, o fluxograma funciona para todos esses casos.

 

Exercite

Vamos exercitar um pouco o que aprendemos agora, criando juntos novos fluxogramas pra resolver os seguintes problemas:

1. Você entrou no banheiro para escovar os dentes, o banheiro estava escuro mas ao tentar acender a luz você percebe que a lâmpada está queimada. Adicione a ação “Trocar lâmpada” no fluxograma.

Veja a resposta.

2. Crie um fluxograma que resolva o problema de ler um post no blog até entender. Siga as seguintes ações e condicionais:

  • Entre no link do post.
  • Leia até o fim.
  • Se compreendeu o assunto, vá para outro link.
  • Se não compreendeu, volte ao começo do post.
  • Leia até o fim.
  • Se compreendeu o assunto, vá para outro link.
  • Se não compreendeu, volte ao começo do post, etc.

Esse exercício dará a ideia de ciclo sem fim em um dos caminhos. Em outro texto iremos conversar mais sobre isso.

Veja a resposta.

 

Conclusões

Nesse post vimos superficialmente como gerar fluxogramas simples. Existem muitos outros símbolos para outros propósitos, mas com o que estudamos aqui já temos uma base para seguir para outros assuntos.

Deixe um comentário se achar necessário novos posts sobre o assunto, e até a próxima.